segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O EFEITO TABELINHA

Ao contrário do que eu estava à espera, foi um jogo intenso, rápido, genericamente bem jogado. O Benfica demorou cerca de 55, 60 minutos a entrar no jogo, e quando o fez já perdia por 1-0, num golo a meias entre Carrilho e Gutierrez cerca dos 50 minutos.


Em ambas as partes, o Sporting começou pressionate e dominador, embora na primeira parte o Benfica equilibrasse cerca dos 20 minutos, tornando o jogo dividido com oportunidades para os dois lados.
No início da segunda parte, os leões fizeram o que não tinham conseguido na primeira: marcar, no tal golo tabelado entre Carrilho e Gutierrez que traiu Júlio César, e que apenas colocou alguma justiça no marcador, já que os encarnados, mesmo quando equilibravam o jogo, nunca foram uma equipa com um jogo delineado, pensado e consistente.

Se ainda há algumas arestas a limar em ambas as equipas, essas deficiências são muito mais evidentes no Benfica que no Sporting. Os encarnados ainda andam aos solavancos, falham muitos passes, teem dificuldades em construir uma jogada completa; o Sporting, por outro lado, já tem um jogo bem assente na terra, apesar de serem evidentes as limitações de inicio de época.
A entrada de Pizzi mudou o Benfica, para melhor, com menos passes perdidos, maior amplitude de jogo, mas a verdade é que o Sporting nunca esteve realmente em dificuldades. A ganhar, controlava o jogo, parava quando cria, arrancava em jogadas rápidas e dominou, com mais ou menos dificuldades ocasionais.
O Benfica perdeu a Supertaça para um Sporting que, não tendo sido melhor em absoluto, foi mais equipa no seu conjunto, pareceu melhor preparado fisicamente e aparenta ter começado em definitivo a perceber o que quer o novo treinador.
Pode-se dizer que a vitória por 1-0 resultou de um golo de sorte, mas todos sabemos como a sorte é importante no futebol e que, salvo raras excepções, acaba por beneficiar quem merece.

sábado, 8 de agosto de 2015

O COMEÇO DAS HOSTILIDADES


Amanhã, às 20:45 de Portugal, vai acontecer mais que um Benfica-Sporting. Todas as peripécias que envolveram o fim da época de 2014/2015, fazem com que este jogo, onde se disputa o primeiro troféu oficial da época 2015/2016, carregue consigo a sede de vingança do Benfica - como que a esfregar na cara de Jorge Jesus o erro de ter saído para o Sporting - e toda a esperança do Sporting - de finalmente poder respirar um futebol que o coloque na luta pelo(s) título(s) em disputa durante o ano.


Os habituais "jogos psicológicos" entre treinadores já começaram à uma semana, com Jorge Jesus a levar alguma vantagem no seu estilo irreverente e, muitas vezes, arrogante, antipático para uns (principalmente os adversários), divertido para outros (principalmente os neutros).


É verdade que ainda se está no inicio da época e não se pode esperar duas equipas com todo o seu potencial físico e tático. Mas o Sporting tem à porta a primeira pré-eliminatória da Liga dos Campeões e não se pode descuidar muito na preparação.


As hostilidades da nova época vão começar, num (sempre) apetecível Benfica-Sporting - com ou sem confusão no defeso. Para nós, público, interessa apenas que aconteça um jogo interessante. Nem sempre isso acontece entre grandes rivais, mas parece-me que amanhã, no Algarve, ambas as equipas e ambos os treinadores teem mais a perder e a ganhar, do que um simples troféu oficial.

domingo, 2 de agosto de 2015

AI JESUS!


Este blogg esteve propositadamente parado durante todo o ano de 2014/2015. Se a primeira intenção era fazer um espaço de notícias, principalmente nacionais, essa primeira intenção foi-se alterando durante este "ano sabático".

Do ponto de vista futebolístico, as férias desportivas de 2015 foram demasiado animadas para continuarmos calados por mais tempo:

Primeiro, a agitada transferência de Jorge Jesus - o treinador bicampeão nacional - do Benfica para o Sporting.

Todos sabem que eu não tenho especial simpatia por Jorge Jesus. Os benfiquistas preferem salientar os 9 troféus conquistados em 6 épocas ao serviço dos encarnados. Parece bom? Não, para mim!


Se pensarmos que desses 9 títulos, 5 correspondem à Taça da Liga - aquilo a que os ingleses chamam carinhosamente a "shit-cup", o que, traduzido para bom português, quer dizer "taça-de-merda" - então, o nosso amigo Jorge Jesus não fez mais que conquistar 4 troféus importantes em 6 anos. Vejamos: em 6 anos o Benfica teve em disputa de 30 troféus (Campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga, Supertaça e uma das duas competições europeias de clubes, Liga dos Campeões ou Liga Europa). As contas são simples de fazer: o Jorge Jesus perdeu 21 troféus em 6 anos!!! Num clube como o Benfica, isso é pior que medíocre!

Para concluir: da minha parte, bye-bye Jorge Jesus. Que bom ver-te pelas costas!

Resta saber o que Rui Vitória poderá (e saberá) fazer neste Benfica. A esse, eu pessoalmente, dou (algum) beneficio da dúvida...

Em segundo, temos as aspirações do Porto para a época de 2015/2016:


Os azuis decidiram manter a confiança em Lopetegui, um treinador derrotado em toda a linha na época 2014/2015, salvando-se uma participação honrosa na Liga dos Campeões - de onde se sai com muitos euros, como sabemos -, apesar da humilhação na Arena de Munique, de onde saiu derrotado por um vergonhoso 5-1, coisa que, não se esqueçam, já tinha acontecido a ambos os rivais, Benfica e Sporting.

Quando olhei para a classificação da Primeira Liga da época passada, o Futebol Clube do Porto perdeu o campeonato por 3 pontos - mais uns golinhos de diferença - com a enorme desvantagem de ter perdido o confronto direto com o Benfica no seu próprio estádio, sem ter conseguido, depois, fazer o mesmo na Luz. Na verdade, como se dizia na altura do fecho das contas, eram 3 pontos que valiam 4; o Porto perdeu o campeonato, por uma derrota. Com a desvantagem dessa derrota ter sido no Dragão.

Sejamos sinceros: para um rapazinho que vem de Espanha, que demorou quase toda a primeira volta do campeonato a perceber o que tinha à disposição no plantel e como funcionava o futebol português, a coisa não foi nada má. Isso, se pusermos de lado o facto de outros treinadores realmente competentes, quer no Porto, quer no Benfica, quer no Sporting, "chegarem, verem e vencerem", sem mais desculpas!

O que realmente correu mal a Lopetegui, foi não ter conseguido manter os azuis e brancos nas outras competições nacionais, não ter conseguido que o Porto atingisse, pelo menos, a final da Taça de Portugal - que acabaria, naturalmente, de ter obrigação de ganhar.

Tão medíocre como Jorge Jesus no Benfica, mas com a desculpa da inadaptação!

Em terceiro, e para terminar, as (legitimas?) aspirações do Sporting:


Dizem as notícias que Jorge Jesus vai ganhar qualquer coisa como 6 milhões de euros por 3 anos, em troca da obrigação de meter o Sporting no topo de Portugal e da Europa. Já sabem a minha opinião: Jorge Jesus é uma fraude. Talvez me engane, mas vou-me fartar de rir!

A estrutura diretiva do Benfica tem uma década, está oleada, cada um sabe quem manda e quem obedece, todos já sabem o que teem de fazer, como e quando. Pelo contrário, o Sporting é um bebé de dois anos a aprender a andar. Cada um faz o que lhe vem à cabeça e o presidente bruno de Carvalho anda de cabeça à roda a correr para todo o lado, querendo ser bombeiro mas não passando de barata tonta.

O que Jorge Jesus sabe fazer bem é perder competições na reta final. Faz má preparação física das equipas, faz má estruturação a longo prazo - entenda-se para a época completa. Aconteceu em todos os anos no Benfica, salvando-se o 2014/2015, porque rapidamente desistiu de todas as competições excepto a Primeira Liga.

Se tudo correr na normalidade, o Sporting - (ainda) desorganizado e ansioso - vai dar o trambolhão habitual do Jorge Jesus na altura mais importante. E por "mais importante", entenda-se o final da época, Abril, Maio e Junho, quando as grandes equipas estão a disputar os jogos decisivos e as finais europeias, não se permitindo grandes falhas de concentração e falta de força nas canetas.


O grande fascínio do futebol, é que tudo o que tem a ver com o futuro pode estar errado, porque é um desporto em que a sorte tem um papel fundamental: uma bola que bate na trave e entra, uma bola que bate na trave e sai; um arbitro que comete um erro e um avançado que falha ou não em frente à baliza aberta. É por isto que o futebol é o desporto com mais adeptos e envolve tanta paixão: mesmo os mais fracos, teem sempre uma pequena hipótese de surpreender os mais fortes.

E o passado? Bem, esse, tirando as estatísticas e os registos oficiais, é paixão, pura paixão!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O NIRVANA DO FUTEBOL


Depois do 3º lugar em 2006, do 2º lugar em 2010, a Alemanha subiu ao Nirvana do futebol de seleções e sagrou-se Campeã do Mundo em 2014.























E, sejamos claros, neste Brasil/2014, nenhuma outra seleção merecia mais este título que os germânicos.Ontem, a Argentina teve períodos de jogo brilhantes, em que vulgarizou a Alemanha, usando um contra-ataque venenoso, baseado na velocidade de Messi e Higuain. Mas quando desistiu de incomodar os germânicos, procurando esperar pelo final do jogo que levaria a decisão para as grandes penalidades, acabou por ser (mais uma) vitima da trituradora alemã.

Melhores marcadores
















































Ranking de assistências

















quarta-feira, 9 de julho de 2014

CARNE PICADA PARA FAZER SALSICHAS


Mais que a derrota, sempre natural numa meia final de um Campeonato de Mundo, principalmente contra a Alemanha, surpreende os números e o desnorte demonstrado pelo Brasil. A Alemanha, mais que uma máquina de picar carne, foi de uma precisão eletrónica, funcionando como um mecanismo milimetricamente afinado.


Qualquer que seja o adversário que saia hoje do Holanda-Argentina, convém que o Brasil recupere psicologicamente desta derrota humilhante, sob pena do encontro para 3º e 4º lugar ser, para a seleção canarinha, um penoso passar de minutos.

A Alemanha revelou-se muito mais que uma seleção demolidora. Aproveitou a apatia brasileira para chegar aos 5-0 antes do intervalo, mas depois manteve a consistência habitual para travar um Brasil desnorteado, deprimido e surpreendido.



terça-feira, 8 de julho de 2014

A RAZÃO E O CORAÇÃO



A cabeça está no Brasil, à espera do primeiro candidato a Campeão do Mundo; o coração está com Di Stéfano. Se o futebol é o "desporto Rei", Di Stéfano é a jóia maior da coroa. Os outros, Maradona, Pélé, Eusébio, não passam das outras pedras - preciosas, é certo - pequenas que estão à volta a enfeitar!


domingo, 6 de julho de 2014

JOGOS DE SONHO


Com dois jogos não muito interessantes, Argentina e Holanda juntam-se ao Brasil e à Alemanha para discutir o pódio deste mundial.


Às 9 horas da noite da próxima 3ª e 4ª feira, será o paraíso dos amantes do futebol, que vão poder assistir ao confronto entre quatro das melhores seleções do mundo.


Na 3ª feira o Brasil vai defrontar a Alemanha e na 4ª feira, a Holanda discutirá o outro lugar na final com a Argentina.


Uma coisa é certa, desde já: seja qual for o resultado destes jogos, e pelo que se tem visto ao longo do torneio, estas foram sempre as melhores equipas. A Taça vai ficar bem entregue.