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domingo, 24 de novembro de 2013
O FUTEBOL JOGA AOS DADOS
Estão lançados os dados para os 3 primeiros classificados da Liga ficarem a um simples ponto entre si!
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
FUTSAL: RONDA DE ELITE
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| fonte: www.uefa.com |
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| fonte: www.uefa.com |
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| Uma música por dia |
TAÇA DE PORTUGAL: O SONHO COMANDA A VIDA
O Jamor, o tal estádio que ninguém gosta mas onde todos querem ir, é agora o sonho do Atlético - de vai ao Dragão - e do Arouca - que vai a Braga.
O sorteio juntou outros jogos interessantes, com destaque para um apetitoso Benfica-Gil Vicente.
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
(António Gedeão In Movimento Perpétuo, 1956)
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
O ARISTÓTELES SABIA DE FUTEBOL?
É uma das falácias mais comuns em lógica: a confusão entre o todo e a parte. A extensão dos termos que formam as premissas é das regras mais difíceis de entender e de praticar no discurso do dia a dia.
Vem isto a propósito de um amigo que gosta de construir puzzles, o que também tem regras: começa-se pelas peças de fora, mais fáceis de identificar por terem sempre um rebordo reto e acaba-se na última peça central.
Uma equipa de futebol é igual a um puzzle e sofre, muitas vezes, da falácia da extensão, confundindo-se o melhor jogador da equipa com o trabalho coletivo do conjunto.
Se ontem foi (mais uma) noite de Cristiano Ronaldo, foi também a noite de um trabalho de construção paciente - como um puzzle - em que João Moutinho, William Carvalho e Hugo Almeida tiveram papeis fundamentais no brilho da peça central.
Cristiano Ronaldo foi aquele último pedaço que transforma um amontoado de peças na mais brilhante reprodução de uma bela fotografia, mas que não faz sentido sem todo o conjunto à volta.
Ruí Patrício tinha salvo o 1-0 para a Suécia antes de Ronaldo, a passe de João Moutinho - e que passe!... - fazer o primeiro golo que (parecia na altura) resolveria a eliminatória.
Quando surgiu o verdadeiro Ibrahimovic, foi apenas por a peça Bruno Alves se ter deslocado uma fração de segundo. Quando voltou ao lugar, apenas um lance de bola parada fez mexer o puzzle português. Mais uma vez, Ibrahimovic, claro! Numa coisa ele tem razão: um mundial sem um jogador com a sua classe faz menos sentido!... Que me perdoem os portugueses fanáticos e fundamentalistas!...
No futebol, ao contrário dos puzzles normais, mudam-se as peças não por encaixarem mas por não fazerem sentido. E William Carvalho fez todo o sentido naquele lugar. Quando deu a bola a Hugo Almeida e este, como num puzzle, encaixou em Cristiano Ronaldo, fez a peça que faltava voltar ao lugar.
O mesmo Hugo Almeida que tinha servido de parede à defesa sueca; que tinha desconjuntado as primeiras peças da Suécia e não permitira que o conjunto fizesse sentido. O mesmo que Ibrahimovic tentara com Pepe e Bruno Alves e não conseguira!
O 2-2 para Portugal era tão natural como o Aristóteles saber as regras da lógica: o todo nunca se pode confundir com as partes; o raciocínio tem regras e o futebol tem peças que encaixam umas nas outras e formam equipas.
Mas João Moutinho havia de voltar ao jogo. A peça Cristiano Ronaldo tinha de encaixar nas outras, menos brilhantes, talvez, mas sem as quais não tinha onde se segurar. O terceiro golo de Portugal é mais um passe, outro, que serviu para fechar o puzzle e revelar a foto no seu conjunto.
Foi, finalmente, a noite (mais uma) da parte Cristiano Ronaldo, servido pelo todo de Rui Patrício a Hugo Almeida, passando por Pepe, Miguel Veloso, Raul Meireles e companhia. Aristóteles ficaria contente porque a lógica fez sentido; e o meu amigo dos puzzles também porque há uma peça que, sem ela, nada faz sentido.
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terça-feira, 19 de novembro de 2013
A SERENIDADE DO 1-0
A vitória mínima levada de Portugal do jogo da primeira mão, permitiu que Portugal se mantivesse sereno na altura em que a Suécia fez o 2-1.
Aos 50 minutos, quando Cristiano Ronaldo fez o 1-0 para Portugal, o play-off parecia decidido. Mas os golos de Ibrahimovic aos 68 e 72 minutos, que colocaram os suecos a ganhar por 2-1 e apenas a 1 golo de ganhar a eliminatória, fizeram soar o alarme na seleção Portuguesa que se tinha desconcentrado.
Com os pés de volta à terra, aos 73 minutos Paulo Bento troca Raul Meireles por William Carvalho e Portugal alargou o jogo, com a Suécia lançada num ataque desenfreado, percebendo que a eliminatória estava a 1 golo de distância e Portugal estava algo perdido com a reviravolta no marcador, principalmente porque, até à altura, os suecos nada tinham feito para merecer a vantagem.
Com espaço para correr e alguém que lhe metesse as bolas em profundidade, Cristiano Ronaldo lançou-se no que sabe fazer melhor: controlar a bola em corrida e metê-la dentro da baliza, geralmente sozinho frente ao guarda redes, porque os defesas costumam ficar para trás sem velocidade para o acompanhar.
E foi com dois lançamentos longos e com duas corridas de quase meio campo que o capitão português resolveu a eliminatória, aos 77 e 79 minutos, fazendo o 2-2 e o resultado final de 3-2.
Foi (mais) uma noite de Cristiano Ronaldo, mas a equipa soube manter-se coesa a defender e apesar dos 2 golos sofridos, Portugal, com exceção dos 10, 15 minutos que deram os dois golos da Suécia, manteve-se consciente que levava da 1ª mão uma vantagem preciosa que obrigou os suecos a abrirem as linhas e a oferecerem o espaço que permitiu o resultado final.
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EXEMPLO A SEGUIR
A seleção portuguesa de Sub-21 isolou-se no primeiro lugar de qualificação para o Europeu de 2015, ganhando em Israel por 3-4.
Um exemplo a seguir pela seleção "A" hoje!
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| Rui Jorge: treinador Sub-21 |
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PLAY-OFF, EPISÓDIO II
Em minha opinião, a coisa está neste pé:
A França pode ainda esperar a ajuda de São Platini, mas, caso contrário, a coisa não está fácil! A Grécia está numa posição confortável. A Roménia pode tentar um resultado de 2-0 e ganhar a eliminatória, mas, pelo historial da Grécia nestes jogos a eliminar, é pouco provável que não marque um golo; pode-se sempre esperar uma derrota grega por 3-1 e levar o jogo para prolongamento e penaltis. O Islândia-Croácia parece ser a maior incógnita. O sorteio juntou as seleções (aparentemente) mais equilibradas.
Quanto a Portugal...
Das duas uma: ou a Suécia tem muito pouco futebol, ou, dito de outra forma, não tem mais futebol que aquele que apresentou no estádio da Luz dia 15 passado - e neste caso, sairá inevitavelmente derrotada da eliminatória - ou tem uma armadilha montada para hoje e poderá surpreender Portugal.
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